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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Musculação - A importância do acompanhamento adequado!



Tornou-se indiscutível que a prática de atividades físicas é importante para manutenção da saúde. Nesse contexto, a musculação vem ganhando um espaço crescente, por proporcionar resultados estéticos, melhorar o desempenho desportivo e ajudar na prevenção, recuperação e reabilitação das mais diversas condições patológicas.

 Cientes desses benefícios, muitas pessoas procuram locais especializados para prática de musculação. No momento de escolher onde treinar, diversos fatores são levados em consideração, como a proximidade de casa/trabalho, estrutura física, preço, tipo de público que a freqüenta... No entanto, o fator principal muitas vezes é negligenciado: a qualidade do acompanhamento profissional.

No Brasil, é obrigatório que as academias tenham um professor de Educação Física, devidamente registrado no CREF (Conselho Regional de Educação Física) para supervisionar os seus alunos. Essa prática não é novidade na área da saúde. Para exercer suas profissões, médicos, enfermeiros, nutricionistas e fisioterapeutas, por exemplo,devem possuir formação na área específica e registro no conselho respectivo. No caso da Educação física, isso é uma forma de proteger o praticante, garantindo a sua segurança e os seus resultados. No entanto, uma tendência de mercado vem preocupando os profissionais mais atentos e comprometidos: a criação de academias na qual a supervisão é negligenciada. Como a folha de pagamento é uma das principais fontes de despesa das academias, muitas empresas estão abrindo mão de bons profissionais para atender seus alunos, ou até mesmo abrindo mão de ter um profissional em sala, com objetivo de reduzir custos. Essas academias normalmente possuem poucos profissionais em sala, os quais servem mais para dar satisfações legais do que propriamente para atender os praticantes.

Apesar desses locais normalmente não serem procurados por pessoas com problemas de saúde (pois elas normalmente têm consciência dos riscos de um acompanhamento inadequado), muitas pessoas com objetivos estéticos e pensando em pagar mensalidades mais baixas as têm procurado. Mas será que a falta de acompanhamento não prejudicaria os resultados?


O primeiro estudo sobre o tema foi publicado por Mazzetii et al. (2000). Os autores compararam as mudanças na força máxima e na potência muscular após 12 semanas de musculação em homens moderadamente treinados, os quais realizavam os treinos sob supervisão individual ou sem supervisão direta. Os participantes tinham entre 1 e 2 anos de experiência em musculação, mas nunca haviam treinado sob supervisão direta. Os dois grupos realizaram treinamentos idênticos, com as mesmas margens de repetições, séries, exercícios, etc. A diferença foi que o grupo supervisionado treinou com o acompanhamento direto de um especialista em todas as sessões, enquanto o grupo não-supervisionado teve acompanhamento apenas em uma sessão de familiarização, na qual o treino foi demonstrado e explicado, em seguida os treinos ocorreram sem supervisão, havendo apenas auxilio de um colega de treino nos exercícios como supino e agachamento, por questões de segurança. Ao final do estudo, os ganhos de força e potência muscular, bem como os ganhos de massa magra e a perda de gordura foram maiores para o grupo supervisionado.

Posteriormente, Coutts et al. (2004) examinaram o efeito da supervisão durante 12 semanas de musculação nos resultados obtidos por jovens jogadores de rúgbi. Novamente, os grupos realizaram exatamente o mesmo treino, com diferença apenas na supervisão. No treino não supervisionado, havia profissionais na sala para dar informações, quando solicitados, mas o acompanhamento direto dos 21 atletas foi realizado por um gerente da equipe, sem formação na área, cujo papel era apenas controlar a freqüência e outros aspectos administrativos. O outro grupo treinou sob supervisão direta de especialistas, com a relação de 1 professor para cada 7 alunos. De acordo com os resultados, os ganhos de força foram maiores para o grupo que treinou sob supervisão.

Com esses dados, fica claro que, mesmo em pessoas treinadas, a supervisão tem um papel essencial nos resultados. Aqui deve-se lembrar que a simples vivência em uma atividade não transforma uma pessoa em um especialista. É interessante ver alguns praticantes de musculação acreditarem que são auto-suficientes devido à prática e que não precisam de orientação profissional em seus treinos, quando mesmo atletas profissionais, com vasta experiência em suas atividades, recorrem ao acompanhamento de um treinador formado. Vamos pensar bem, se o acompanhamento não fizesse diferença, será que os atletas olímpicos, ou equipes profissionais de futebol, basquete, vôlei, etc. gastariam dinheiro contratando técnicos e preparadores físicos?

O professor de Educação Física passa anos estudando as diversas ciências envolvidas na prática de atividades físicas, como fisiologia, bioquímica, biomecânica, cinesiologia, anatomia, sem esquecer de outras não menos importantes como as relacionadas à aprendizagem motora, psicologia, etc. E esse conhecimento acadêmico é essencial para se tirar o máximo de proveito de um treino. Por exemplo, um bom profissional saberá controlar a velocidade, intervalos, aproveitar melhor os ângulos de movimento, ajustar cargas, etc. variáveis pouco compreendidas e muito importantes para os resultados (Gentil, 2011). Nos estudos anteriores, por exemplo, os participantes tinham vários meses, ou até anos, de experiência na prática de musculação, e os resultados só vieram com um acompanhamento adequado, mesmo que os treinos fossem exatamente os mesmos para os grupos que treinaram com e sem supervisão.

Nesse ponto, muita gente pode levantar a hipótese de que a supervisão seja mais importante para atletas e pessoas treinadas, pois eles precisariam de estímulos mais eficientes para se adaptarem, em comparação com um aluno comum de academia. A resposta a isso vem de um estudo conduzido pelo nosso grupo, no qual foram comparados os efeitos da supervisão nos ganhos de força de 124 homens jovens, não-treinados, após 11 semanas de musculação (Gentil & Bottaro, 2010). Os participantes foram divididos em turmas de 20 a 25 alunos, metade com supervisão alta e metade com supervisão baixa. Nas turmas com supervisão alta, havia 4 a 6 professores por turma, o que mantinha uma supervisão média de 5 alunos por professor, já nas turmas com supervisão baixa, apenas um professor cuidava dos 20 a 25 alunos. Os grupos realizaram exatamente os mesmos treinos, com os mesmos exercícios, mesmas margens de repetições e mesmos intervalos entre as séries. Os professores não tinham conhecimento do objetivo do estudo, e sua instrução, independente de estar com supervisão alta ou baixa, foi para manter os alunos motivados e orientá-los com relação à execução correta e ajuste de intensidade. Ao final do estudo, o grupo que treinou sob supervisão alta obteve um aumento de 15,9% na força do supino, o que foi maior que os 10,22% obtidos pelo grupo que treinou sob supervisão baixa. As maiores diferenças, entretanto, ocorreram para o torque dos membros inferiores, no qual o grupo sob supervisão alta ganhou 11,8%, enquanto o aumento de 1,4% do grupo que treinou sob supervisão baixa não foi significativo.

A explicação dos resultados encontrados dos estudos anteriores está na maior aderência ao treino, maior progressão da carga e utilização de intensidades mais adequadas. No entanto, é importante notar que nesses estudos os treinos foram os mesmos para os dois grupos, algo que não será verdade para uma pessoa treinando sem supervisão. Sem supervisão, o praticante monta o próprio treino ou o copia de uma outra pessoa, o que aumentará ainda mais os riscos à saúde e diminuirá a possibilidade de se obter bons resultados. Imagine quão diferentes seriam os resultados se fossem comparados treinos elaborados por profissionais de Educação Física e treinos montados por pessoas não formadas?

Desse modo, fica claro que, independente do nível de treinamento, a supervisão por um profissional especializado, bem como uma relação adequada professor:aluno são essenciais para garantir a segurança e os resultados. Na hora de escolher uma academia, não basta observar se ela está na moda, é barata ou bonita. Lembre-se que uma academia é movida essencialmente pela qualidade dos profissionais que nela trabalham. O acompanhamento adequado pode representar a diferença entre ter ou não ter resultados. Portanto, quando for procurar um local para treinar, mais do que qualquer outra coisa, observe principalmente se você terá acompanhamento direto de bons profissionais.

 Escrito por Paulo Gentil
Fonte: Revista Medicando - Edição 8.

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Grande abraço,

Beto Barros



quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Os hábitos criam o sucesso


Os hábitos são engraçados. Eles parecem tão inocentes. Roer nossas unhas. Fofocar. Ir para uma Boate todo final de semana. Tomar 2 doses de bebida durante o jantar.

Passar 30 minutos lendo algo positivo antes de ir para a cama toda noite. Ir para academia.

 
Hábitos parecem ser tão pequenos e insignificantes, mas nada poderia ser mais verdadeiro do que eles. Você é o resultado de seus hábitos. Todos eles. E confiem em mim, você tem ambos os tipos, bons e ruins. Todos nós temos. Então, o que diferencia as pessoas bem sucedidas das outras?

A proporção entre os 2 tipos de hábitos, é claro!


Aprofundando... nós sabemos que os nossos hábitos vem dos pensamentos que os antecedem. Estes pensamentos determinam nossos hábitos. E os hábitos formam quem somos e então manifestamos isso. Então, mudar a si mesmo é tão fácil (ou tão difícil) quanto mudar seus pensamentos.

Que hábitos (pensamentos) você precisa mudar?

By Randy Gage


Segue uma técnica que pode ajudar você a mudar algum hábito ----> Coaching em 4 passos .

Muita positividade e pensamentos grandiosos para você!

Grande abraço,
 
Beto Barros


quinta-feira, 21 de julho de 2011

O poder da pergunta

Você sabe a maneira mais eficiente de fazer as perguntas certas? Aquelas perguntas poderosas que abrirão caminhos e portas em seu caminho? É comum, primeiramente, analisarmos as perguntas erradas. Desta forma, conseguimos identificá-las e separá-las.
Mas como fazemos isso? Digamos que você, como gerente ou supervisor, acabou de descobrir que algum colaborador cometeu um erro e este custou ao seu departamento um prejuízo de R$ 20.000. O que você perguntaria? Um líder que não conhece o poder exercido pelas perguntas “CERTAS” poderia interagir com seu funcionário da seguinte forma:
“O que aconteceu? Por que você não seguiu o procedimento? Por que você não percebeu os detalhes? Por que você decidiu isto sozinho, sem falar comigo antes?”
Analisando todas essas perguntas, quais resultados você poderia esperar delas e de outras como estas? Seriam os resultados esperados?
Imagine agora uma outra situação: você é pai e descobriu que o seu filho adolescente foi a uma festa, na qual você o tinha proibido ir. Qual seria a sua reação? Poderia ser esta:
“Por que você decidiu ir, quando eu já havia te dito explicitamente para não ir? No que você estava pensando? Achou que eu não fosse descobrir?”
Estes são apenas alguns exemplos de perguntas que são geradas automaticamente pelo medo, pela frustração, pela raiva, pelo desapontamento, pela dor ou pela surpresa. Elas são originadas quase sempre como “castigo” para o suposto culpado, “dando o troco” por ele ter gerado emoções negativas em nós. Essas perguntas irão garantir apenas justificativas, brigas, relacionamentos danificados ou resultados adiados. Ou seja, não são perguntas poderosas.
Em nosso dia a dia, também utilizamos uma comunicação pobre na busca por superação, que não é estimulante e certa. Alguns exemplos são:
“Por que eu vivo deprimido?”
“Por que eu não consigo emagrecer?”
“Por que eu me sinto tão sozinho?”
É preciso refletir sobre as perguntas que você faz. Elas estimulam, inspiram e provocam em você e nos outros novas ideias, aprendizagens ou a solução do problema? Se a resposta for sim, você está diante de uma pergunta poderosa! Ela é geralmente o tipo certo de pergunta a se fazer quando você está tentando, mas não consegue os resultados que quer. Com uma simples, mas poderosa pergunta você pode colocar um ponto final em brigas e questionamentos, além de estimular e impulsionar cada vez mais o crescimento, a aprendizagem e a harmonia.
Gostaria de compartilhar alguns exemplos de perguntas poderosas com vocês:
Para o Gerente:
“O que você acha que pode fazer para resolver este problema?”
“Como você vê este problema ajudando outras pessoas neste departamento?”
“Se você tivesse de fazer isto de novo o que você faria de diferente?”
Para o pai:
“O que é necessário ser feito para que você possa seguir as minhas ordens?”
“Como você poderia dizer não aos seus amigos e ainda não se sentir mal?”
“O que eu preciso fazer para lhe mostrar que este caminho é errado?”
Para você:
“O que eu devo fazer para ampliar meus resultados?”
“Como eu posso obter um diferencial competitivo no mercado de trabalho?”
“O que devo fazer para obter um relacionamento feliz e duradouro?”
“Como eu posso emagrecer e ainda me divertir durante o processo?”
Perceba que nestes tipos de perguntas é necessário utilizar o “como” e “o que” pode ser feito. São eles que demandam introspecção. São as perguntas que nos inspiram e também eliminam as nossas resistências. Com as perguntas certas conseguimos ampliar nossa percepção e abrir nosso pensamento para novas alternativas e soluções.
Faça perguntas poderosas! Você vai se surpreender com as respostas que irá receber!
Viva intensamente!
Villela da Matta

Grande abraço,

Beto Barros